Divulgação/Presidência da Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (6) que não reconhece a legitimidade da eleição do presidente eleito Abelardo de la Espriella, vencedor do segundo turno realizado em 21 de junho. Em publicação nas redes sociais, Petro alegou que o processo eleitoral foi marcado por fraudes e afirmou que o candidato de direita “não ganhou as eleições”.

Sem apresentar provas, o presidente sustentou que houve manipulação do sistema de apuração por meio de algoritmos que teriam favorecido De la Espriella. Petro também apontou supostas irregularidades no cadastro de eleitores, denunciou votação irregular em seções eleitorais no exterior e acusou a empresa israelense de inteligência privada BlackCube de participar da suposta fraude. Além disso, afirmou que uma empresa de lobby teria atuado para aproximar o presidente eleito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As declarações elevaram a tensão política no país. Petro convocou manifestações para o próximo dia 20 de julho, data da Independência da Colômbia, conclamando a população a ocupar as praças em defesa da soberania nacional.

Apesar das acusações, o procurador-geral da Colômbia, Gregorio Eljach, declarou que os questionamentos do presidente não possuem fundamento legal e reafirmou que a posse de Abelardo de la Espriella está mantida para 7 de agosto.

Advogado e empresário de 47 anos, De la Espriella venceu o governista Iván Cepeda por cerca de 250 mil votos. Candidato do movimento Defensores da Pátria, o político de perfil conservador prometeu endurecer o combate ao crime organizado, estreitar relações com Estados Unidos e Israel e classificou sua vitória como uma derrota do governo Petro.

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