
Ciro Gomes oficializou, nesta quarta-feira (22), seu retorno ao PSDB em cerimônia realizada em Fortaleza, marcando uma nova fase em sua trajetória política. O evento, promovido em um hotel da capital cearense, contou com a presença de lideranças tucanas e representantes da oposição ao governador Elmano de Freitas (PT).
Em discurso, Ciro agradeceu o apoio das lideranças locais e definiu o momento como um “recomeço” de sua vida pública. Embora tenha evitado confirmar planos eleitorais, seu nome já é cotado para disputar o governo do Ceará em 2026. Durante o evento, contudo, o ex-governador destacou que o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, está “pronto para ser o futuro governador”.
Entre os presentes estavam o ex-governador Tasso Jereissati, o ex-prefeito José Sarto Nogueira e o deputado federal André Fernandes (PL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Fernandes afirmou ter “divergências” com Ciro, mas destacou que há “mais convergências do que diferenças” entre ambos no cenário político atual.
Tasso Jereissati anunciou que Ciro assumirá a presidência estadual do PSDB, enquanto Sarto Nogueira comandará a direção municipal em Fortaleza. O retorno de Ciro à sigla marca uma reconciliação histórica: foi pelo PSDB que ele governou o Ceará nos anos 1990, antes de seguir para o PPS, PSB e, posteriormente, o PDT.
A filiação ocorre poucos dias após Ciro entregar sua carta de desfiliação ao presidente do PDT, Carlos Lupi. A saída foi motivada pelo apoio do partido ao governo petista de Elmano de Freitas, decisão duramente criticada por Ciro e seus aliados. Fontes próximas afirmam que a permanência dele no PDT se tornou “insustentável” diante da aliança com o PT, adversário político histórico do ex-presidenciável.