
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu nesta quinta-feira (30) a criação de mecanismos de participação social na definição das prioridades do orçamento federal, combinando ferramentas digitais com encontros presenciais. A proposta foi apresentada durante o encerramento do Seminário Internacional “Democracia, Território e Participação Social”, na Universidade de Brasília (UnB).
“A melhor maneira de enfrentar o orçamento secreto é contrapor a ele o orçamento popular legitimado por milhões de pessoas”, afirmou Boulos, reconhecendo os desafios de implementar o orçamento participativo em nível federal, mas destacando a necessidade de adaptar o modelo aos instrumentos disponíveis.
O ministro também compartilhou sua experiência com a educação popular, lembrando sua participação, aos 15 anos, em um projeto de alfabetização pelo método Paulo Freire em uma favela na zona norte de São Paulo. Para ele, essa vivência revelou “o poder da educação popular” como ferramenta transformadora.
Boulos anunciou ainda que convocará, na próxima semana, todos os assessores de participação dos ministérios para discutir a coordenação das demandas coletivas. “Na Secretaria-Geral da Presidência, nós vamos fortalecer e estimular ainda mais iniciativas que aproximam o governo do povo”, prometeu.
Em sua primeira agenda oficial após a posse, o ministro recebeu representantes de entregadores de aplicativos no Palácio do Planalto. Nicolas Santos, coordenador da Aliança Nacional dos Entregadores, e Júnior Freitas, coordenador do movimento “Sem Direitos”, entregaram uma carta com reivindicações da categoria. Boulos se comprometeu a levar as demandas ao presidente Lula, sinalizando a prioridade da nova gestão em dialogar com os movimentos sociais e trabalhadores.