
O ex-deputado estadual do PT Paulo Frateschi, de 75 anos, morreu na quinta-feira (6) em São Paulo após ser esfaqueado pelo próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, durante um surto psicótico. A notícia foi dada primeiramente pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha. Segundo registro policial, a vítima foi encontrada caída na cozinha de sua residência, na região da Lapa, com ferimentos no abdômen. Ele chegou a ser levado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
A tragédia também atingiu a esposa de Frateschi, Iolanda Maux, que sofreu uma fratura no braço após ser agredida pelo filho e precisou de atendimento médico na UPA da Lapa. Francisco foi detido pela polícia e permanece sob custódia.
Figura histórica do PT, Frateschi iniciou sua militância política ainda na ditadura militar, quando integrou a Ação Libertadora Nacional (ALN). Preso em 1969, foi anistiado com a redemocratização. Ao longo das décadas, consolidou-se como dirigente do partido e amigo próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi responsável pela organização das caravanas que Lula realizou pelo país antes de sua prisão em 2018. Após a soltura, em 2019, o presidente chegou a se hospedar na casa de Frateschi em Paraty (RJ).
A vida pessoal do ex-deputado foi marcada por perdas dolorosas. Em 2002, seu filho Pedro, de apenas 7 anos, morreu em um acidente de carro na rodovia Carvalho Pinto. No ano seguinte, outro filho, Júlio, de 16 anos, também faleceu em acidente automobilístico na rodovia Rio-Santos. Frateschi ainda enfrentava um tratamento contra o câncer.
A notícia de sua morte mobilizou lideranças do PT. Fernando Haddad e Rui Falcão lamentaram publicamente a tragédia. Em nota oficial, o partido destacou a trajetória de coragem e compromisso de Frateschi, afirmando que sua ausência deixa uma “lacuna irreparável” entre familiares, amigos e companheiros de luta.