Sorocaba
Divulgação/Prefeitura de Sorocaba

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), nesta quinta-feira (6). A medida, válida por 180 dias, foi decretada na segunda fase da Operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes e desvio de recursos públicos na área da saúde.

Contratos sob investigação

De acordo com a PF, houve irregularidades na contratação emergencial de uma organização social sem fins lucrativos para administrar unidades de saúde no município. As apurações indicam pagamentos indevidos, movimentações financeiras atípicas e possível lavagem de dinheiro envolvendo servidores e empresários ligados à entidade contratada.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Também foi determinado o bloqueio de bens dos investigados, estimados em R$ 6,5 milhões. A primeira fase da operação, deflagrada em abril, já havia apreendido documentos na prefeitura e na residência do prefeito.

Substituição no comando de Sorocaba

Rodrigo Manga confirmou o afastamento em vídeo publicado nas redes sociais e afirmou ter sido “afastado sem motivo”. O vice-prefeito, Fernando Martins da Costa Neto (PSD), assumiu interinamente a administração. Em nota, a prefeitura informou que os serviços públicos seguem normalmente e que “os fatos estão sendo esclarecidos”.

Histórico de investigações

A Operação Copia e Cola teve início em 2022 e identificou indícios de lavagem de dinheiro, incluindo pagamentos de boletos, depósitos em espécie e compra de imóveis com recursos desviados. Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Uso político das redes

Rodrigo Manga, conhecido pelo uso das redes sociais e por vídeos de tom populista, ganhou projeção nacional como “prefeito tiktoker” durante a pandemia da Covid-19. Em abril, ele já havia sido alvo de outra ação da PF e reagiu com publicações em que alegava perseguição política e divulgava informações falsas sobre as investigações. À época, o Ministério Público Federal apontou tentativa de confundir a opinião pública e interferir na apuração.

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