Markus Schreiber / Divulgação

O geneticista norte-americano James D. Watson, um dos responsáveis por descobrir a estrutura em dupla hélice do DNA, morreu na última quinta-feira (6), aos 97 anos, em Nova York. A informação foi confirmada por representantes do Cold Spring Harbor Laboratory, instituição que ele dirigiu por mais de três décadas.

Nascido em Chicago, em 6 de abril de 1928, Watson ganhou destaque mundial ao lado de Francis Crick, com quem propôs, em 1953, o modelo da hélice dupla, um marco que revolucionou a biologia molecular e abriu caminho para o sequenciamento genético e o avanço da medicina moderna. A dupla, junto ao físico britânico Maurice Wilkins, recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1962.

Watson também teve papel decisivo na criação do Projeto Genoma Humano, que mapeou o código genético e transformou a compreensão sobre hereditariedade e doenças. Ao longo da carreira, foi um dos defensores da pesquisa genética aplicada à saúde pública e à biotecnologia.

Controvérsias

Nos últimos anos, no entanto, sua trajetória foi marcada por declarações racistas e controversas sobre inteligência e genética, que o levaram a perder cargos e títulos honoríficos. As falas, amplamente repudiadas pela comunidade científica, ofuscaram parte de sua contribuição à ciência.

Ainda assim, o legado de Watson permanece como um dos mais importantes da história da biologia. Sua descoberta mudou a forma como a humanidade entende a vida em nível molecular, o DNA e lançou as bases para a era da genética moderna.

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