
O dólar registrou nesta terça-feira (11) sua maior queda em 17 meses, encerrando o dia em R$ 5,27, após recuo de 0,62%. Foi o menor patamar desde junho de 2024, marcando a quinta sessão consecutiva de desvalorização da moeda norte-americana frente ao real.
O movimento foi impulsionado por uma combinação de melhora do cenário externo e otimismo doméstico. No exterior, investidores reagiram positivamente à aprovação, pelo Senado dos Estados Unidos, de um projeto para encerrar a paralisação do governo norte-americano, reduzindo o risco de instabilidade fiscal. A expectativa de que a Câmara norte-americana e o presidente Donald Trump confirmem o acordo já nesta semana reforçou o apetite por ativos de risco, beneficiando moedas de países emergentes.
No Brasil, o ambiente também contribuiu para o bom humor do mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu apenas 0,09% em outubro, o menor resultado para o mês desde 1998, indicando inflação controlada. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou que a taxa básica de juros em 15% ao ano será mantida por um período prolongado, o que reforçou a percepção de estabilidade macroeconômica.
O cenário levou o Ibovespa a superar os 156 mil pontos, sustentado pela valorização das ações da Petrobras e da Vale, impulsionadas pela alta das commodities. As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) também recuaram, refletindo maior confiança dos investidores no equilíbrio fiscal e monetário do país.
Com o resultado, o dólar acumula queda de 14,6% em 2025, enquanto o real figura entre as moedas emergentes de melhor desempenho no segundo semestre. Analistas avaliam que a trajetória de desvalorização da moeda americana tende a continuar se o ambiente externo permanecer estável e a inflação doméstica seguir em desaceleração.