TikTok/Reprodução

Maria Eduarda, que se apresenta nas redes sociais como Penélope, negou ser a mulher apontada como “Japinha do CV”, personagem que circulou em notícias falsas após a megaoperação policial que deixou mais de 120 mortos no Rio de Janeiro. Em um vídeo publicado na noite de terça-feira (11), a jovem afirmou que está viva e que sua imagem foi usada de forma indevida em publicações nas redes.

“Eu tô viva. Isso que aconteceu foi a internet que criou. Ninguém da minha família ou próximo a mim falou que eu tinha morrido”, afirmou no vídeo. “Essa tal de Japinha não sou eu. Essa menina não existe. Foi a internet que criou”, declarou. Ela também reconheceu que fotos antigas, em que aparece segurando um fuzil, pertencem a “uma vida passada” e não refletem sua realidade atual.

A suposta “Japinha do CV” teria sido morta durante a operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no fim de outubro. A informação foi desmentida pela Polícia Civil do Rio, que afirmou que nenhuma mulher está entre as vítimas. Segundo o portal Metrópoles, a foto usada nas publicações falsas mostra na verdade o corpo de um homem identificado como Ricardo Aquino dos Santos, de 22 anos, natural da Bahia.

A repercussão do caso fez surgir dezenas de perfis falsos em plataformas como Instagram, TikTok e X, alguns pedindo dinheiro ou divulgando conteúdos atribuídos à personagem inexistente. Sites de verificação de fatos classificaram as publicações como desinformação.

Penélope, que tem mais de 600 mil seguidores, segue ativa nas redes com vídeos de dança, jogos e conteúdos de entretenimento. “Tem coisas do meu passado que deixei para trás”, disse em nova postagem, afirmando que pretende continuar produzindo conteúdo e se afastar da polêmica.

Entenda o caso

Após a operação que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro, circularam nas redes sociais imagens de um corpo em um beco, vestindo uniforme camuflado e com cabelo cacheado.

As fotos foram divulgadas como sendo de uma mulher chamada “Japinha do CV”, supostamente morta durante a ação policial, considerada a mais letal já registrada no país.

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