
Fátima Bosch, 25 anos, foi anunciada vencedora do Miss Universo 2025 na noite de 20 de novembro, em Bangkok, capital da Tailândia. A mexicana chorou ao receber a coroa em uma cerimônia marcada por debates sobre conduta, assédio institucional e transparência nas etapas do concurso. Esta é a quarta vitória do México na história do Miss Universo.
O episódio que desencadeou a crise
No início de novembro, Bosch deixou temporariamente o evento após ser hostilizada em público pelo diretor do Miss Universo Tailândia, Nawat Itsaragrisil. Ele criticou sua atuação nas redes sociais, pediu que fosse retirada da área reservada e ameaçou desclassificar candidatas que demonstrassem apoio à mexicana. O episódio provocou reação imediata de outras concorrentes e levou à renúncia de dois jurados que alegaram falta de condições para avaliar a competição.
A direção global do Miss Universo divulgou vídeo de apoio à candidata e informou que o executivo tailandês não participaria das etapas posteriores. O afastamento permitiu o retorno de Bosch às atividades oficiais.
A resposta de Bosch e o impacto nas etapas finais
Durante a fase de perguntas, Bosch foi questionada sobre como usaria o título para empoderar meninas. Ela respondeu que defenderia autenticidade, valorização pessoal e uso da voz como instrumento de transformação.
Em outra pergunta, afirmou que colocaria “voz e poder” para atuar em ações voltadas à segurança de mulheres. As respostas ajudaram a projetar sua atuação em um contexto de pressão e disputas internas.
Resultado
O Top 5 reuniu representantes de Tailândia, Filipinas, Venezuela, México e Costa do Marfim. Bosch superou Veena Praveenar Singh, da Tailândia, que ficou em segundo lugar, e Stephany Abasali, da Venezuela, em terceiro. Ma Ahtisa Manalo, das Filipinas, e Olivia Yacé, da Costa do Marfim, completaram a classificação.
O Top 12 incluiu Chile, Colômbia, Cuba, Guadalupe, México, Porto Rico, Venezuela, China, Filipinas, Tailândia, Malta e Costa do Marfim. As semifinalistas desfilaram com trajes de gala antes da transição para o Top 5. A brasileira Maria Gabriela Lacerda entrou no Top 30, encerrando sequência de não-classificações desde 2021. Ela não avançou à semifinal.
Repercussão no México e fora dele
A vitória foi celebrada no México e impulsionada pela repercussão do episódio de hostilidade. Para a organização global, a competição de 2025 expôs tensões internas e reforçou a necessidade de revisão de protocolos de conduta. O caso também reabriu discussões sobre o ambiente dos concursos de beleza e o lugar das participantes em estruturas hierárquicas consolidadas.
Durante a transmissão, a direção confirmou que Porto Rico sediará o Miss Universo 2026.