Juliette
Reprodução/Redes Sociais

A cantora Juliette Freire lançou nas redes sociais uma campanha nacional contra o feminicídio, reunindo figuras públicas de grande alcance às vésperas do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado nesta terça-feira (25). A mobilização cita casos recentes de violência letal e destaca o de Clarissa, enfermeira do Hospital Geral de Fortaleza (CE), morta a facadas em julho pelo namorado.

Juliette era amiga de Clarissa e tem participado de ações públicas que pedem responsabilização no caso. A nova audiência de instrução do processo, fase em que o Judiciário ouve testemunhas e peritos, está marcada para sexta-feira (28). O caso se tornou referência nacional na discussão sobre políticas de enfrentamento à violência doméstica e exposição de vulnerabilidades no ciclo de agressões.

No vídeo divulgado na manhã desta segunda-feira (24), artistas como Xuxa, Angélica, Juliana Paes, Sabrina Sato, Bianca Andrade, Ingrid Guimarães, Erika Januza, Bela Gil, Isadora Cruz, Duda Santos, Cintia Chagas e Tati Machado participam da ação. Elas relatam dados sobre feminicídio no país e explicam as categorias de violência previstas na legislação brasileira, incluindo violência psicológica, moral, patrimonial e sexual.

A campanha reforça estatísticas que apontam persistência da violência letal contra mulheres no Brasil. No vídeo, Xuxa afirma que “todos os dias, pelo menos quatro mulheres são silenciadas pelo feminicídio”, e lembra que o país ocupa a quinta posição global em número de mortes de mulheres motivadas por gênero, segundo organismos internacionais.

A mensagem final, narrada por Juliette, orienta mulheres em situação de risco a buscar ajuda e destaca canais formais de denúncia. A ação utiliza a hashtag #VocêNãoEstáSozinha, com incentivo ao compartilhamento do vídeo para ampliar o alcance da iniciativa.

A mobilização ocorre em um contexto de debate nacional sobre medidas de proteção, judicialização dos casos e lacunas de atendimento na rede de enfrentamento à violência de gênero. No Ceará, o caso Clarissa segue como um dos principais processos analisados pela Justiça estadual nesta área.

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