
O filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse” (Azarão), está em fase de produção e deve chegar às telas em 2026. A obra já atrai atenção devido à equipe internacional e ao viés político, sendo dirigida pelo americano Cyrus Nowrasteh e produzida pelo mexicano Eduardo Verástegui, ambos populares entre o público conservador.
Nowrasteh, conhecido por produções com forte apelo político e religioso como “O Apedrejamento de Soraya M.” e “O Jovem Messias”, foi visto em maio buscando locações na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais e confirmou estar “gravando na América Latina”. O projeto é inspirado em uma história original do ex-secretário da Cultura e deputado federal Mario Frias, chamada “Capitão do Povo”.
A maior especulação recai sobre o elenco. Embora a produção mantenha sigilo, o ator americano Jim Caviezel — famoso por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo” (2004) e por papéis recentes associados à pauta conservadora, como em “Som da Liberdade (2023)” — é cotado para viver Jair Bolsonaro. Caviezel, que também é notório por defender teorias conspiratórias, traria um alinhamento ideológico claro à produção. O elenco conta ainda com Lynn Collins, Esai Morales, e atores brasileiros como Felipe Folgosi e Biaka Fernandes, além de Sergio Barreto, Edward Finlay e Marcus Almeida D’Ornellas como os filhos. O longa será filmado em inglês.
A produção terá um tom heroico e elogioso ao ex-presidente, que na vida real teve sua prisão preventiva decretada na reta final do processo da trama golpista. A união de talentos com histórico em narrativas de direita e a escolha de um protagonista com alinhamento ideológico sugerem que “Dark Horse” busca consolidar uma narrativa de “salvador da pátria” para Bolsonaro, mirando o público conservador internacional. Não há, ainda, distribuição garantida nos principais mercados, como EUA e Brasil, mas há a expectativa por uma forte concorrência pelos direitos do filme.