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A Fórmula 1 encerrou uma de suas temporadas mais intensas com a consagração de Lando Norris como novo campeão mundial. O britânico da McLaren precisou apenas de um terceiro lugar no GP de Abu Dhabi para confirmar a conquista. Um resultado alcançado com maturidade, consistência e uma dose extra de agressividade. A vitória, porém, não apaga o brilho de Max Verstappen, que encerra o ciclo como símbolo máximo de desempenho individual, ainda que sem o troféu de 2025.

A corrida decisiva refletiu a trajetória de Norris ao longo do ano: resistência mental, estratégia e superação em momentos de pressão. O desgaste precoce de pneus o obrigou a antecipar a primeira parada. Depois, ao retornar ao meio do pelotão, precisou executar ultrapassagens decisivas para recuperar o terceiro lugar.

Norris é agora o símbolo de um tipo diferente de campeão, mais vulnerável em público, sem prescindir da consistência nas pistas. A McLaren, por sua vez, colhe os frutos de um projeto de reconstrução que remonta aos anos de Gil de Ferran, Andrea Stella e Zak Brown. Após o título de construtores em 2024, faltava a consagração individual. Ela veio em 2025, rompendo jejum iniciado em 2008, quando Lewis Hamilton venceu em Interlagos.

Do outro lado, Verstappen encerra a temporada sem o pentacampeonato, mas com um legado reforçado.

Gabriel Bortoleto terminou em 11º em Abu Dhabi, após largar bem e enfrentar problemas de ajuste. Ainda assim, encerra sua temporada de estreia com feitos expressivos e 19 pontos somados. Em 2026, integrará o projeto oficial da Audi, elevando expectativas e responsabilidades.

Com novas regras à vista, a F1 abre caminho para outro capítulo. Mas 2025 ficará registrado como o ano em que a fidelidade de Norris à McLaren foi recompensada — e aquele em que Verstappen provou, mais uma vez, que talento puro ainda pode desafiar até as máquinas mais temperamentais.

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