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A revista Time anunciou na quinta-feira (11) os “Arquitetos da IA” como as Pessoas do Ano de 2025. O reconhecimento coletivo celebra os indivíduos que, segundo a publicação, imaginaram, projetaram e construíram a inteligência artificial, uma força que dominou as manchetes globais.

Na capa icônica, líderes como Mark Zuckerberg (Meta), Sam Altman (OpenAI), Elon Musk (xAI) e Jensen Huang (Nvidia), entre outros, posam em uma estrutura de aço, em alusão à clássica fotografia “Almoço no Topo de um Arranha-Céus”. A imagem simboliza a construção de uma nova e monumental era tecnológica.

Segundo Sam Jacobs, editor-chefe da Time, 2025 foi o ano em que “todo o potencial da inteligência artificial se revelou”, tornando-se a resposta para inúmeras questões. A IA demonstrou ser capaz de acelerar a pesquisa médica, aumentar a produtividade e, aparentemente, “tornar o impossível possível”. A escolha visa chamar a atenção global para este debate que molda a sociedade e inaugura a “era das máquinas pensantes”.

Apesar de reconhecer o lado disruptivo e benéfico, a revista norte-americana não deixou de destacar os riscos. A Time alertou para o alto consumo de energia dos sistemas de IA, o desaparecimento de empregos, a proliferação descontrolada de desinformação e a possibilidade de ataques cibernéticos em larga escala sem intervenção humana. A aposta épica das empresas de IA na economia global também levanta temores de uma bolha econômica.

Um ponto central da análise é a concentração de poder. O editor-chefe Sam Jacobs sinalizou que a reunião de poder nas mãos de um pequeno grupo de líderes empresariais não é vista “desde a Era Dourada”. O passado serve de lição, prevê ele, indicando que essa concentração resultará tanto em “avanços significativos quanto em maior desigualdade” social.

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