
Relatos de banqueiros e autoridades de Brasília intensificaram a polêmica em torno do ministro do STF Alexandre de Moraes e sua suposta atuação em defesa do Banco Master. Segundo apuração da colunista da Folha Mônica Bergamo, integrantes da Polícia Federal teriam afirmado que o magistrado demonstrou interesse no andamento das investigações envolvendo a instituição financeira, liquidada pelo Banco Central em novembro.
As informações, no entanto, foram firmemente negadas pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Ele afirmou que nunca conversou com Moraes sobre o caso e que o tema jamais surgiu nas interações institucionais que mantém com o ministro devido a inquéritos sob relatoria dele no Supremo. Rodrigues também negou ter informado o presidente Lula sobre qualquer pressão relacionada ao episódio.
A controvérsia ganhou força após reportagem publicada pelo jornal O Globo, segundo a qual Moraes teria pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em ao menos três ligações e uma reunião presencial para tratar da venda do Master ao BRB. O ministro refutou integralmente a versão, afirmando que seus encontros com Galípolo trataram exclusivamente da aplicação da Lei Magnitsky, que também atingiu sua esposa, Viviane Barci de Moraes, cujo escritório possui contrato com o banco.
O Banco Central confirmou apenas que houve reuniões sobre a Magnitsky, sem detalhar outros temas abordados.