
Entrou em vigor a isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, ampliando a faixa de isenção e alterando a tributação sobre rendimentos do trabalho e benefícios previdenciários. A nova regra passa a valer ao longo de 2026 e será refletida na declaração do imposto referente ao ano-base.
A medida faz parte da agenda econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi incorporada ao Orçamento sancionado no início do ano.
Alcance do novo imposto
Segundo estimativas do governo federal, a ampliação da faixa de isenção deve beneficiar diretamente cerca de 15 a 16 milhões de contribuintes, entre trabalhadores assalariados, aposentados e pensionistas. Esse grupo deixa de pagar Imposto de Renda ou passa a ter redução significativa no valor recolhido mensalmente.
A mudança também alcança profissionais que declaram como pessoa física e se enquadram no limite de renda mensal estabelecido.
Vantagem prática para o contribuinte
Na prática, a principal vantagem é a eliminação do desconto mensal na folha de pagamento para quem recebe até R$ 5 mil. Isso significa aumento imediato da renda líquida, sem necessidade de compensação posterior na declaração anual.
Para quem ganha acima desse valor, a nova faixa de isenção reduz o imposto devido, já que a cobrança passa a incidir apenas sobre a parcela que excede o limite, diminuindo o impacto do tributo sobretudo para rendas próximas ao teto.
Impacto na arrecadação
A ampliação da isenção provoca redução na arrecadação do Imposto de Renda, uma das principais fontes de receita da União. O governo incluiu esse impacto nas projeções fiscais de 2026 e sustenta que a perda será compensada por crescimento econômico, formalização do emprego e ajustes em outras frentes da política tributária.
Técnicos da área econômica avaliam que a medida tem efeito redistributivo, ao aliviar a carga tributária sobre as faixas de renda mais baixas e médias.
No governo, a entrada em vigor da isenção é tratada como uma entrega concreta da agenda social e tributária prometida durante a campanha presidencial. A medida vinha sendo defendida como forma de recompor renda, ampliar o consumo e reduzir a percepção de regressividade do sistema tributário.
A ampliação da faixa de isenção também é vista como um passo inicial para mudanças mais amplas no Imposto de Renda, que incluem a revisão de faixas, deduções e a tributação de rendas mais altas em etapas futuras.