O presidente Trump afirmou nas redes sociais, na madrugada de sábado, que os EUA atacaram a Venezuela, “capturaram” o presidente Nicolás Maduro e o retiraram de avião do país sul-americano rico em petróleo, junto com sua esposa. A capital Caracas e outras cidades teriam sido atingidas por vias aérea e terrestre.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de “vil e covarde”. Padrino pediu ajuda internacional.
Trump publicou a notícia no Truth Social às 4h21 (horário do leste dos EUA), e perfis da Casa Branca republicaram a mensagem no X um minuto depois. O anúncio, com potencial de abalar o mundo, vem após meses de pressão de Trump contra Maduro.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, em Mar-a-Lago. Obrigado pela atenção!”, disse Trump, via Truth Social.
As Forças Armadas dos EUA têm mirado embarcações venezuelanas acusadas de transportar drogas, como parte do esforço de Trump para derrubar Maduro, de 63 anos.
Os Departamentos de Estado e de Justiça estabeleceram neste verão uma recompensa por Maduro “por violar as leis antidrogas dos EUA”.
Em uma breve entrevista por telefone ao The New York Times após o anúncio, Trump comemorou o sucesso da missão: “Muito bom planejamento, tropas excelentes, excelentes, e grandes pessoas… Foi uma operação brilhante, na verdade.”
Trump disse que pretende conceder uma entrevista coletiva às 11h (horário do leste dos EUA) em seu clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, onde passa a semana de Ano-Novo.
Trump acusa Maduro de chefiar uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas. Nos últimos meses, os EUA realizaram bombardeios contra embarcações nas águas do Caribe.
Maduro, por sua vez, negou repetidamente qualquer envolvimento com o narcotráfico e afirmou ter solicitado apoio de organismos internacionais.