Maduro
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A plataforma de apostas Polymarket tornou-se alvo de forte indignação após se recusar a pagar milhões de dólares a usuários que apostaram na possibilidade de uma invasão dos EUA à Venezuela. A controvérsia ganhou força depois da operação militar norte‑americana em Caracas, que resultou na captura e prisão de Nicolás Maduro, deposto no início de janeiro.

Um dos apostadores, que investiu US$ 30 mil na previsão de que os EUA invadiriam o território venezuelano até 31 de janeiro, viu sua aposta atingir o valor máximo após a queda de Maduro, o que lhe garantiria um retorno de US$ 400 mil. No total, o mercado movimentou cerca de US$ 10,5 milhões. No entanto, a Polymarket afirmou que a ação não configura uma invasão, mas sim uma “missão de captura e extração”, e que só pagaria as apostas caso Washington “iniciasse uma ofensiva militar com o objetivo de estabelecer controle sobre qualquer parte da Venezuela”.

A justificativa provocou revolta entre apostadores e observadores. Críticos acusam a plataforma de reinterpretar arbitrariamente os fatos para evitar o pagamento. Um investidor, citado pelo jornal The Guardian, classificou a decisão como “absurda”, argumentando que a incursão militar, o sequestro de um chefe de Estado e a tomada de poder no país atendem claramente ao conceito de invasão.

A polêmica reacende o debate sobre a regulação de mercados de previsão, que têm ganhado popularidade ao permitir apostas sobre eventos políticos e geopolíticos. Para os usuários lesados, porém, a discussão é mais simples: a plataforma mudou as regras do jogo depois do resultado.

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