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O consumo frequente de vídeos curtos e acelerados, comuns em plataformas como Tik Tok, Reels e Shorts, tem sido associado a um aumento de queixas relacionadas à saúde ocular. Especialistas alertam que a exposição prolongada a esse tipo de conteúdo pode provocar sintomas como fadiga visual, ressecamento dos olhos, dificuldade de foco e dores de cabeça.

Pesquisas recentes indicam que o problema não está apenas no tempo de tela, mas no padrão de uso. Vídeos rápidos exigem mudanças constantes de foco, estímulos visuais intensos e atenção contínua, o que reduz a frequência do piscar, movimento essencial para manter a lubrificação natural dos olhos.

Médicos explicam que, diante de estímulos visuais rápidos, o cérebro entra em estado de hiperatenção. Isso faz com que os usuários pisquem menos do que o normal, favorecendo a chamada síndrome do olho seco e aumentando o cansaço ocular ao longo do dia.

Outro ponto de atenção é o uso prolongado de telas em ambientes com pouca iluminação ou antes de dormir. A luz emitida pelos dispositivos pode agravar a irritação ocular e interferir no ciclo do sono, criando um efeito cumulativo sobre o bem-estar visual.

Especialistas recomendam pausas regulares durante o uso de telas, seguindo a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar para algo a 20 pés (cerca de 6 metros) de distância por 20 segundos. Ajustar o brilho da tela, manter distância adequada do celular e piscar conscientemente também ajudam a reduzir os impactos.

O alerta não é para abandonar as redes sociais, mas para repensar hábitos de consumo digital. O uso contínuo e sem pausas de vídeos curtos pode trazer efeitos silenciosos, que se acumulam ao longo do tempo e afetam a saúde ocular.

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