
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), negou nesta segunda-feira (12) qualquer possibilidade de integrar uma eventual chapa presidencial liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato a vice. Diante das especulações sobre uma composição no campo da direita, Zema afirmou que mantém sua própria pré-candidatura à Presidência da República e que não há negociação em curso.
“Eu sou pré-candidato, como já aconteceu o lançamento no ano passado, continuo com a pré-candidatura e irei até o final”, declarou o governador durante agenda pública.
A declaração ocorre após lideranças políticas da direita defenderem publicamente a união de nomes do campo conservador para a disputa de 2026. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo, afirmou recentemente que Zema teria perfil para ocupar a vice-presidência em uma chapa bolsonarista, por sua experiência no Executivo e desempenho eleitoral em Minas Gerais.
Zema, no entanto, rechaçou a hipótese e reforçou que seu projeto político é independente. Segundo ele, não houve conversas para integrar qualquer chapa como vice e a decisão do partido Novo é manter candidatura própria ao Planalto.
“Não existe essa conversa”, afirmou, ao ser questionado sobre articulações com o grupo de Flávio Bolsonaro.
Lançada em agosto de 2025, a pré-candidatura de Zema busca se consolidar em um cenário fragmentado à direita, que reúne diferentes nomes com projeção nacional. O governador mineiro tem tentado se apresentar como alternativa com foco em gestão e autonomia partidária, ainda que enfrente dificuldades para unificar o campo conservador.
Aliados de Zema em Minas Gerais também têm reforçado que o governador não aceitará um papel secundário na disputa presidencial e que a estratégia é manter a candidatura até o primeiro turno. O posicionamento explicita as dificuldades de convergência entre os grupos de direita e antecipa um cenário competitivo na sucessão presidencial de 2026.