Lula
Ricardo Stuckert / PR

O cenário político para as eleições presidenciais de 2026 começa a ganhar contornos de polarização acentuada. A primeira pesquisa Genial/Quaest do ano, divulgada nesta quarta-feira (14), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria todos os adversários testados em eventuais simulações de segundo turno. No entanto, o levantamento destaca um crescimento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que agora aparece como o nome mais próximo de ameaçar a reeleição petista.

No confronto direto mais acirrado, Lula aparece com 44% das intenções de voto contra 39% de Tarcísio. Em comparação com o levantamento de dezembro, a vantagem do presidente caiu de dez para cinco pontos percentuais, refletindo uma oscilação positiva do governador paulista, que subiu de 35% para 39%.

O fator Bolsonaro e a consolidação de Flávio

Embora Tarcísio seja o mais competitivo numericamente, o senador Flávio Bolsonaro (PL) demonstra maior musculatura no primeiro turno. No cenário mais provável, Lula lidera com 35%, seguido por Flávio com 26% e Ratinho Jr. (PSD) com 9%. No segundo turno, Flávio aparece sete pontos atrás de Lula (45% a 38%).

A pesquisa revela um dilema estratégico para a oposição: 43% dos eleitores acreditam que um candidato de fora da família Bolsonaro teria mais chances de derrotar o atual governo, contra 34% que preferem o sobrenome do ex-presidente. Ainda assim, a resistência à indicação de Flávio diminuiu; se em dezembro 54% reprovavam a escolha de Jair Bolsonaro, hoje esse número caiu para 44%.

Desempenho do governo e medos do eleitorado

O governo Lula inicia o ano eleitoral com aprovação de 49% e desaprovação de 47%, indicando um país ainda dividido. Essa divisão é nítida no sentimento de “medo”: 46% dos entrevistados afirmam ter mais receio da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 40% temem mais a continuidade da gestão atual.

A pesquisa testou outros nomes da direita e centro-direita, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Ronaldo Caiado (União Brasil), que perderiam para Lula por 15 e 11 pontos, respectivamente. As maiores vantagens do presidente ocorrem contra nomes como Renan Santos (Missão), com 20 pontos de diferença, e Aldo Rebelo (DC), com 18 pontos.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de janeiro, possui margem de erro de dois pontos e nível de confiança de 95%.

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