
O Irã fechou seu espaço aéreo para todos os voos nesta quarta-feira (14), segundo serviços internacionais de monitoramento de tráfego aéreo. A medida afeta voos comerciais, jatos privados e operações de sobrevoo, levando companhias aéreas a redesenhar rotas que cruzam o país. As autoridades iranianas não informaram as razões oficiais do fechamento nem o prazo para reabertura.
A decisão ocorre em um contexto de agravamento da crise interna no Irã e de aumento da pressão internacional. O país vive uma onda de protestos antigovernamentais desde o mês passado, marcada por repressão violenta, detenções em massa e bloqueio de comunicações. Grupos de direitos humanos citados por veículos internacionais estimam que ao menos 2.400 manifestantes tenham sido mortos desde o início da repressão.
Declarações de Trump e tensão internacional
Nesta quarta-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã “não tem planos de execuções”, em referência ao temor internacional sobre o destino de manifestantes presos. Ao mesmo tempo, Trump não descartou a possibilidade de ação militar, dizendo que seu governo aguarda para ver os próximos desdobramentos.
Nos últimos dias, Trump declarou apoio público aos manifestantes iranianos e afirmou que “a ajuda está a caminho”. Fontes ouvidas pela imprensa americana relataram que militares dos Estados Unidos foram orientados a deixar uma base no Catar como medida de precaução, diante do risco de escalada regional.
A tensão também se refletiu em alertas diplomáticos. Países europeus passaram a recomendar que seus cidadãos deixem o Irã, enquanto governos avaliam medidas adicionais caso a repressão continue. O governo britânico anunciou o fechamento temporário de sua embaixada em Teerã, com retirada de toda a equipe.
Caso de manifestante e clima no Irã
Nesta quarta-feira, familiares e organizações de direitos humanos informaram que a execução do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, foi adiada. Ele havia sido preso em casa na semana passada e, poucos dias depois, a família foi informada de que sua execução estava marcada. Segundo relatos à imprensa internacional, a execução não ocorreu, mas também não foi oficialmente cancelada.
Moradores de Teerã descrevem um clima de forte tensão na capital, com atividades cotidianas sendo mantidas sob cautela. Comunicações seguem restritas, e conversas internacionais são feitas de forma limitada, diante do receio de vigilância.
Impacto na aviação
O fechamento do espaço aéreo iraniano tem impacto imediato sobre rotas entre Europa, Ásia e Oriente Médio. Companhias aéreas passaram a evitar a região, o que pode resultar em voos mais longos, aumento de custos operacionais e atrasos para passageiros.
Até o momento, não há indicação oficial de quando o espaço aéreo do Irã será reaberto. A situação segue sendo acompanhada por autoridades internacionais, empresas aéreas e governos, em meio a um cenário de instabilidade política e risco de escalada militar.