Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia mudanças estratégicas para fortalecer o palanque governista em São Paulo nas eleições de 2026, considerado decisivo para sua tentativa de reeleição. Entre os cenários em análise está a possibilidade de a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disputar o Palácio dos Bandeirantes contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A articulação surge em meio à resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em voltar a concorrer ao governo paulista. Lula já manifestou preferência por Haddad como candidato ao Executivo estadual, mas o ministro tem reiterado a aliados que não deseja enfrentar mais uma eleição com cenário adverso. Haddad deixará o governo nas próximas semanas e defende assumir um papel estratégico na coordenação da campanha presidencial.

Aliados do PT avaliam que Haddad já arcou com derrotas relevantes pelo partido, como a perda da prefeitura paulistana em 2016, a eleição presidencial de 2018 e o governo estadual em 2022. Ainda assim, seu desempenho na capital paulista foi decisivo para a vitória apertada de Lula no plano nacional, mesmo com a derrota no estado.

Para 2026, o objetivo do PT é repetir essa equação: chegar ao segundo turno, vencer na capital e limitar a diferença no estado. Nesse contexto, cresce a avaliação de que Haddad teria mais viabilidade em uma disputa ao Senado, abrindo espaço para Simone Tebet encabeçar a chapa ao governo, ao lado de Haddad e Marina Silva como candidatos ao Senado.

Para viabilizar a candidatura, Tebet teria de trocar o MDB — que apoia Tarcísio — pelo PSB. Lula ainda não bateu o martelo e deve aprofundar a conversa com Haddad durante viagem à Índia, no fim do mês.

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