Imagem atual: Foto: Ricardo Stuckert/REUTERS/Montagem/IstoE
Foto: Ricardo Stuckert/REUTERS/Montagem/IstoE

Reuniões confidenciais que ocorreram entre autoridades dos Estados Unidos e do Brasil indicam que o canal de comunicação entre os países já vinha sendo construído antes de o encontro oficial entre Trump e Lula ser confirmado. Nomes como o de Alckmin, Mauro Vieira, Richard Grenell e Jamieson Greer foram apontados.

Segundo apuração do Estadão, em 11 de setembro, dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Geraldo Alckmin realizou uma videoconferência com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA que está com Trump desde antes da campanha eleitoral e que já defendia a adoção de tarifas sobre importações para fortalecer a indústria americana.

Quatro dias depois, em 15 de setembro, a Casa Branca teria enviado o emissário Richard Grenell para conversar com Mauro Vieira, atual ministro das Relações Exteriores. Os encontros iniciaram uma rede de comunicação direta que não apresentava avanços desde o tarifaço anunciado por Trump em julho deste ano.

Trump teceu elogios a Lula durante o seu discurso no plenário da ONU, na última terça-feira (23). Em tom aveludado, o presidente norte-americano afirmou que achou Lula “um cara legal” e que só faz negócios com pessoas de quem gosta, anunciando em seguida que teriam combinado um encontro para os próximos dias.

De acordo com a apuração, as reuniões entre as autoridades brasileiras e estadunidenses teriam ocorrido em sigilo para evitar possíveis sabotagens, como a influência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA desde fevereiro e que tem mobilizado aliados para afastar Trump de Lula.

O objetivo das conversas seria estreitar relações e retomar o contato pacífico entre os países. Ao serem procurados pelo veículo, nenhum dos representantes estrangeiros respondeu. O Ministério da Indústria e o Itamaraty também não se pronunciaram.

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