
A distância entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 continua diminuindo. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11), Lula venceria Flávio por 43% a 38%, uma diferença de apenas cinco pontos percentuais. Em janeiro, a vantagem era de sete pontos (45% a 38%), e no fim de 2025 chegava a dez pontos.
Flávio se consolidou como o adversário mais próximo de Lula entre todos os cenários testados. Contra outros possíveis candidatos, a vantagem do presidente é maior: oito pontos sobre Ratinho Júnior, dez sobre Ronaldo Caiado, 11 sobre Romeu Zema e 14 sobre Eduardo Leite.
Na pesquisa espontânea, Lula lidera com 19% das menções, seguido por Flávio com 10%. Os demais candidatos somam 4%, enquanto 65% dos eleitores estão indecisos. Nos sete cenários de primeiro turno testados, Lula varia entre 35% e 39%, enquanto Flávio marca de 29% a 33%, todos apontando para segundo turno.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui a consolidação de Flávio à sua capacidade de atrair tanto o eleitor bolsonarista (87% a 93% de intenções, conforme o cenário) quanto o de direita não bolsonarista (62% a 72%). O desafio do senador, segundo o analista, é conquistar o eleitorado independente, que define eleições.
Entre os independentes, a disputa se acirrou: Lula tinha 41% em agosto de 2025, contra 19% de Flávio. Agora, a diferença caiu para cinco pontos — 31% a 26% —, com 38% dizendo que não votariam nesse cenário. A rejeição de ambos é praticamente igual: 54% para Lula e 55% para Flávio.
A aprovação do governo Lula permanece estável nos últimos meses, com 45% de aprovação e 49% de desaprovação. Mas há um sinal de alerta: no Nordeste, único reduto onde o petista mantém avaliação positiva, a aprovação caiu de 67% em janeiro para 61% em fevereiro, enquanto a rejeição subiu de 30% para 33%.
A percepção econômica segue negativa: 43% dos brasileiros avaliam que a economia piorou nos últimos 12 meses, contra 24% que dizem ter melhorado. Para o futuro, 43% acreditam em melhora, 29% em piora e 24% acham que ficará igual.
A pesquisa foi realizada entre 5 e 9 de fevereiro, com 2.004 entrevistas e margem de erro de dois pontos percentuais.