
O cenário eleitoral brasileiro ganhou novos contornos nesta quarta-feira (25) com a divulgação de pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. O levantamento também registra queda na aprovação do governo federal e revela que a reeleição de Lula é o cenário que mais preocupa os eleitores brasileiros.
Nas intenções de voto para o 2º turno, Flávio Bolsonaro aparece com 46,3%, alta de 1,4 ponto percentual em relação a janeiro, enquanto Lula registra 46,2%, recuando 3 pontos no mesmo período. A virada é significativa: no levantamento anterior, o presidente tinha vantagem de mais de 4 pontos sobre o senador.
A pesquisa também mediu o chamado “voto do medo”. Questionados sobre qual cenário os preocupa mais, 47,5% dos entrevistados disseram temer a reeleição de Lula, contra 44,9% que temem a eleição de Flávio Bolsonaro. Outros 7,1% relataram receio igual com ambos os candidatos.
Na disputa por confiança temática, o placar é equilibrado. Lula lidera em geração de empregos, promoção da democracia, proteção ao meio ambiente e política externa, com vantagens que variam entre 2 e 4 pontos percentuais. Já Flávio Bolsonaro aparece à frente em criminalidade e tráfico de drogas, infraestrutura, equilíbrio fiscal e combate à corrupção. Em educação, saúde e economia, os dois candidatos estão empatados.
O panorama para o governo Lula é agravado pelos índices de avaliação. Segundo o levantamento, 51,5% dos brasileiros desaprovam o desempenho do presidente, enquanto 46,6% aprovam — queda de 2,1 pontos percentuais na aprovação em relação à rodada anterior. Na avaliação qualitativa, 48,4% consideram o governo ruim ou péssimo, e apenas 42,7% o classificam como ótimo ou bom, representando uma perda de 4,4 pontos percentuais nesse indicador.
Os recortes demográficos revelam polarizações marcantes. Os grupos que mais aprovam Lula são agnósticos ou ateus (73,5%), idosos (60,4%) e eleitores de maior renda (58,5%). No campo oposto, evangélicos (74,2%), moradores do Centro-Oeste (69%) e jovens entre 25 e 34 anos (63,4%) lideram a desaprovação.
A pesquisa ouviu 4.986 eleitores entre os dias 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-07600/2026.