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Ricardo Stuckert / PR | Waldemir Barreto/Agência Senado

A Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) testou cenários de segundo turno para a eleição presidencial de 2026 e indicou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o levantamento, Lula aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 41%, dentro da margem de erro.

O resultado representa uma oscilação positiva de três pontos para Flávio Bolsonaro em relação ao levantamento anterior da Quaest. Lula manteve o mesmo patamar registrado na pesquisa anterior.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 7 e 9 de março, em entrevistas presenciais realizadas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Lula mantém liderança em outros cenários

Apesar do empate técnico nesse cenário específico, o levantamento mostra que Lula mantém vantagem sobre outros nomes da direita quando o eleitorado é confrontado com alternativas fora do núcleo bolsonarista.

Em simulações contra governadores ou candidatos do campo conservador sem ligação direta com a família Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente e fora da margem de erro em alguns casos.

O resultado reforça uma tendência identificada por diferentes institutos nos últimos meses: a polarização política segue estruturada em torno da figura de Lula e do bolsonarismo, com maior competitividade quando o adversário pertence diretamente ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Alta rejeição segue como fator central

Outro ponto observado em pesquisas recentes é que a disputa presidencial continua marcada por altos níveis de rejeição entre os principais polos políticos, o que tende a produzir cenários de segundo turno apertados.

No caso do bolsonarismo, a eventual candidatura de Flávio Bolsonaro aparece como uma alternativa dentro da família caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneça inelegível.

Bolsonaro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023 e enfrenta ainda investigações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Cenário ainda distante da eleição

Analistas políticos ressaltam que pesquisas realizadas com mais de dois anos de antecedência em relação à eleição costumam capturar níveis de conhecimento e posicionamento momentâneo do eleitorado, mas não definem necessariamente a configuração final da disputa.

A própria pesquisa Quaest mostra grande número de indecisos ou eleitores que afirmam poder mudar de voto até a eleição.

Além disso, o cenário de candidaturas ainda é incerto tanto no campo governista quanto na oposição. No campo da direita, partidos discutem alternativas que vão de governadores a nomes ligados ao Congresso, enquanto aliados de Lula defendem que o presidente dispute a reeleição.

Governo aposta em agenda econômica

No campo governista, a estratégia para os próximos anos está concentrada na consolidação da agenda econômica e social do governo federal, incluindo crescimento do emprego, ampliação de programas sociais e redução da desigualdade.

Aliados de Lula avaliam que resultados concretos na economia e na renda da população serão fatores determinantes para a eleição de 2026.

A pesquisa Genial/Quaest é uma das primeiras do ano a testar cenários eleitorais para a próxima disputa presidencial, em um momento em que partidos começam a reorganizar estratégias e alianças para o próximo ciclo eleitoral.

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