
A 16ª edição do boletim Desigualdade nas Metrópoles apresentou o menor número desde o seu início, em 2012. Segundo levantamentos, a pobreza caiu de 31% para 19% nas regiões metropolitanas, indicando 9,5 milhões de pessoas a menos em situação de pobreza.
Produzido através da parceria entre o Observatório das Metrópoles, o laboratório Data Social de estudos da PUCRS e a RedODSAL (Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina), o boletim da Desigualdade constatou que o contraste de renda nos centros urbanos tem perdido força.
O principal motivo para essa mínima histórica é o aumento da renda de trabalho e a queda no desemprego, fazendo com que, atualmente, a diferença entre os 10% mais ricos e os 40% mais pobres seja de 15,5 vezes, considerando os valores de R$ 10,4 mil e R$ 670 per capita. Em 2021 a diferença era de 19,2 vezes mais.
A escala utilizada para a medição é o índice de Gini, que classifica medidas mais próximas de 0 como menos desigual, e mais próximas de 1 como mais desigual.
Marcelo Ribeiro, coordenador do Observatório das Metrópoles do núcleo do Rio de janeiro, explica que apesar da queda, o índice segue elevado. Segundo o pesquisador, essa realidade se dá porque “boa parte da renda se concentra em pequenos grupos da sociedade”.
Na noite de quarta-feira (01/10), a Câmara dos Deputados aprovou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, que antes iriam até R$ 7 mil.
De acordo com o relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), caso aplicada, a medida será “um primeiro passo para corrigir uma distorção tributária e social das pessoas que menos recebem”.
Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) “nosso país é um país da desigualdade, onde uma ínfima minoria detém a maior parte da riqueza enquanto a maioria do povo brasileiro vive em difíceis condições”. Defendendo que o projeto siga para o Senado, o parlamentar completa: “a justiça tributária precisa ser feita”.