
A temporada de 2025 de Carlos Alcaraz se consolida como um verdadeiro “ano mágico”. O jovem espanhol, líder do ranking mundial, não apenas garantiu sua vaga na semifinal do ATP Finals, em Turim, na Itália, com uma vitória dominante sobre o italiano Lorenzo Musetti, mas também assegurou matematicamente a primeira colocação do ranking da ATP até o final da temporada, cravando seu nome na história em mais um feito notável.
O triunfo de quinta-feira (13) na fase de grupos sobre Musetti (7º) por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/1, foi a cereja no bolo de uma campanha estelar. A consistência, que o próprio Alcaraz reconheceu ser um ponto fraco no passado, foi a chave para um ano recheado de troféus.
A batalha pelo topo do ranking com Jannik Sinner, o herói local, era intensa, mas a vitória tranquila sobre Musetti foi o ponto final na disputa. Alcaraz precisava de apenas mais uma vitória para se manter na liderança até janeiro de 2026, e ele a conquistou com maestria.
“Para ser sincero, isso significa tudo para mim. Terminar o ano em primeiro lugar é sempre um objetivo”, disse Alcaraz, visivelmente emocionado, após a partida. Ele lembrou que, no início de 2025, o posto parecia distante, com Sinner “vencendo quase todos os torneios que disputava.”
O feito coroa um ano de alto nível. Além do topo do ranking, a temporada 2025 de Alcaraz foi marcada pela impressionante marca de 70 vitórias (igualando um feito de Novak Djokovic em 2009) e a conquista de oito títulos no total. Entre eles, destacam-se Roland Garros e o bicampeonato no US Open, superando Sinner em ambas as finais.
Sensações diferentes
Questionado sobre a comparação entre garantir o número 1 no final do ano e vencer um Grand Slam, Alcaraz pontuou as diferenças de cada conquista. “São emoções diferentes. Ganhar um Grand Slam é sempre um objetivo: terminar o ano como número 1 também, claro,” observou.
No entanto, o contexto do ATP Finals, onde o torneio continua, exige foco imediato. “Garantir o primeiro lugar no ranking aqui é diferente, porque o torneio não acabou, ainda tenho uma semifinal para jogar, o torneio continua. Você pode comemorar com sua equipe… mas logo depois precisa se concentrar na recuperação… e em estar pronto para as semifinais,” comparou.
A experiência contrasta com a celebração após um Major. “Quando você ganha um Grand Slam, o torneio acaba, você pode relaxar, fazer o que quiser depois de ter conquistado uma das maiores coisas que se pode alcançar no nosso esporte.”
Melhor temporada da carreira
Ao analisar sua performance, Alcaraz não hesitou em classificar 2025 como sua melhor temporada, destacando a evolução em quadras duras e cobertas. Após uma breve hesitação, ele se lembrou do título do ATP 500 de Roterdã (quadra dura coberta) e confirmou: “Diria que sim, esta é a minha melhor temporada em quadra dura coberta até agora.”
Mais do que os troféus, o espanhol celebra a superação de um antigo desafio. “A verdade é que foi uma temporada magnífica. A consistência sempre foi um ponto fraco para mim, e tenho tentado trabalhar nisso o máximo possível… Consegui vencer ou chegar à final em quase todos os torneios que disputei, e é isso que levo de aprendizado.”