Léo Martins

A apresentadora Angélica, de 52 anos, utilizou sua participação no videocast “Conversa vai, conversa vem” para reforçar sua posição como defensora da liberdade sexual e do prazer feminino, desafiando estigmas sociais profundamente enraizados. Em um ato que ela descreveu como um “dever cívico”, a apresentadora comentou sobre sua recente campanha publicitária que sugeria presentear mães com vibradores, defendendo que “mãe também transa” e tem direito ao prazer próprio.

Angélica revelou ter dado um vibrador à própria mãe, Silvana Taques, e teve de explicar o seu funcionamento, um processo que ilustra a dificuldade de “furar esse estigma”. A apresentadora fez uma crítica direta às mulheres que a atacaram por essa postura. “Você não tem o seu próprio prazer, porque você vai criticar o prazer do outro?”.

Ela incentivou as mulheres a se apropriarem de seu prazer, garantindo que ele melhora com o tempo e com a troca aberta entre amigas. Desmistificando a ideia de que o vibrador é um “inimigo” dos homens, Angélica citou o marido, Luciano Huck, como um aliado que é “aberto a aprender” e sem preconceitos. Ela argumentou que um companheiro que aceita a ferramenta na relação é um sinal de que ele não tem inseguranças.

Outro ponto central da conversa foi a menopausa, que a atingiu aos 43 anos. A apresentadora lembrou o espanto que sentiu quando amigas a aconselharam a esconder do marido as dificuldades que estava enfrentando (calores, mudanças no corpo, impacto na libido). Angélica rejeitou veementemente esse tabu, afirmando que o companheiro ou companheira precisa ser um aliado e que a família deve ser incluída no processo para oferecer apoio.

Ela reconheceu que o início da perimenopausa foi “horroroso” e que, por falta de informação e relutância inicial em fazer reposição hormonal, perdeu o controle da situação. No entanto, ela finalizou com uma mensagem otimista, garantindo que a vida “melhora” após passar a “arrebentação”, quando a mulher se torna mais “dona da sua vida, dos seus hormônios”, desmentindo a ideia de que a menopausa é o fim da vida sexual.

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