
O bairro da Mooca, em São Paulo, foi alvo de operações do Centro De Vigilância Sanitária Estadual (CVS) após a morte de duas pessoas por intoxicação por metanol. De acordo com Manoel Bernardes, diretor do CVS, foi constatada a adulteração de bebidas em um bar. O dono do estabelecimento confirmou ter comprado de um vendedor de rua, sem nota fiscal.
“Bebida quente é difícil de comprar. A gente compra diretamente desses caras que vendem na rua, mas são conhecidos”, afirmou José Rodrigues.
Em setembro foi confirmada a morte de duas pessoas no mesmo bairro, localizado na zona leste da cidade. Marcos Antônio Jorge Junior, de 46 anos, e Ricardo Lopes, de 54.
As ações da Vigilância Sanitária que levaram a interdição do bar, ocorreram no dia 30/09. Segundo o empresário, outros produtos e bebidas eram comprados diretamente de distribuidoras oficiais, como a Heineken e Coca-Cola. “Eu não sabia. Jamais eu compraria um negócio falso. Fiquei triste porque o laudo saiu dizendo que tinha metanol”.
O Ministério da Saúde tem alertado comerciantes e consumidores sobre como identificar embalagens adulteradas.
Em nota, adverte que sinais como lacres tortos, impressão com erros e preços atípicos muito abaixo do normal, podem indicar a falsificação de bebidas.