Foto: Divulgação/TSE

O sistema político brasileiro pode passar por uma nova expansão antes do pleito de 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 23 partidos estão atualmente em fase de formação, tentando cumprir os rigorosos requisitos da Lei dos Partidos Políticos para oficializar seus estatutos na Corte. O cronograma é apertado: apenas as siglas que obtiverem o registro definitivo até abril — seis meses antes da eleição — poderão lançar candidatos, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso ao tempo gratuito de rádio e TV.

A jornada para a criação de uma legenda exige fôlego e capilaridade nacional. O principal desafio é o “apoiamento”: em um período de dois anos, os fundadores devem coletar assinaturas de eleitores não filiados que correspondam a, no mínimo, 0,5% dos votos válidos na última eleição para a Câmara dos Deputados. Além do número absoluto (aproximadamente 490 mil assinaturas), as adesões devem estar distribuídas por pelo menos um terço dos estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado de cada um deles.

Entre os grupos que buscam o registro, há uma diversidade de pautas. A lista inclui desde causas específicas, como o Partido do Autista e o Partido Ambientalista Animal, até vertentes ideológicas claras, como o Partido Capitalista Popular, o Partido Conservador Brasileiro e o Partido Neossocialista. Nomes históricos também tentam retornar, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

O papel dos partidos é central no modelo brasileiro, já que não são permitidas candidaturas avulsas. Sem uma legenda oficializada, nenhum cidadão pode exercer o direito de ser votado.

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