
O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, entrou na fase decisiva da pré-campanha com uma estratégia clara: se apresentar como a opção mais competitiva da centro-direita e desgastar simultaneamente os dois líderes das pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Para isso, adotou o slogan “Muito para mostrar, nada para esconder”, que será o eixo de sua comunicação nas peças publicitárias e nos discursos.
A campanha de Caiado pretende reconhecer entregas feitas por Lula, mas reforçar que o presidente é cercado por polêmicas e suspeitas de corrupção. Em relação a Flávio Bolsonaro, a linha será ainda mais dura: segundo o PSD, o senador não tem experiência administrativa e não apresenta resultados concretos ao eleitorado.
Nas últimas semanas, Caiado intensificou críticas ao candidato do PL. Ele classificou a convenção de Flávio como “nível rasteiro” e acusou o adversário de tentar desviar o foco da campanha para um conflito diplomático entre Brasil e Argentina. No lançamento de sua candidatura, afirmou que “não dá para eleger alguém que tenha tanto a explicar sobre sua vida” e comparou Flávio a um “Kinder Ovo”, em referência à imprevisibilidade.
Em entrevista ao MyNews na manhã desta segunda (4), Caiado ampliou o ataque ao afirmar que, em um eventual segundo turno, teria mais chances de vencer Lula do que Flávio. Para ele, a candidatura do senador é frágil e funciona como um “peru de Natal”, expressão usada para indicar que o adversário “morreria de véspera”. Segundo Caiado, Flávio chegaria ao segundo turno tendo de se explicar sobre denúncias, o que beneficiaria Lula.
O ex-governador reconhece que está atrás de Flávio nas pesquisas, mas aposta na rejeição elevada dos dois favoritos e na própria experiência política para crescer. “Não se aprende a governar na Presidência da República. A liderança e o comando do país você constrói”, afirmou.
Caiado, que já foi aliado de Jair Bolsonaro, tenta agora se posicionar como alternativa moderada da direita, buscando espaço entre eleitores que rejeitam tanto Lula quanto o bolsonarismo tradicional.