
A Confederação Brasileira de Futebol colocou definitivamente em pauta a possível redução do número de rebaixamentos e acessos no Campeonato Brasileiro. O tema foi comunicado aos clubes da Série B durante reunião do Conselho Arbitral na quinta-feira (5), quando a entidade anunciou mudanças estruturais importantes para a competição a partir de 2026.
O presidente da CBF, Samir Xaud, e membros da diretoria informaram que a confederação vai aprofundar os estudos sobre o assunto, levantado por presidentes de clubes da Série A nos últimos anos. Há correntes que defendem a redução de quatro para três rebaixados na elite, o que consequentemente implicaria em apenas três acessos da Série B. Novos encontros ainda não têm data marcada, assim como não há prazo para eventual aplicação da mudança.
O número atual de quatro rebaixados permanece inalterado desde 2004. Os pontos corridos na Série A começaram em 2003, quando apenas dois clubes caíam de divisão. A primeira divisão conta com 20 equipes desde 2006.
Paralelamente, a CBF confirmou a criação do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B), condicionando o suporte econômico da entidade ao cumprimento de regras de responsabilidade fiscal e boas práticas de gestão. A confederação manterá o custeio integral de despesas estruturais como logística, exames antidoping e taxas de arbitragem, mas vinculará esses benefícios ao Sistema de Sustentabilidade Financeira.
“Nada mais justo do que a CBF continuar ajudando os clubes financeiramente, mas, em contrapartida, os clubes precisam mostrar esse controle financeiro”, afirmou Xaud.
A principal novidade esportiva será a adoção de playoffs para definição de duas vagas de acesso à Série A de 2027. Pelo novo formato, campeão e vice sobem diretamente, enquanto os clubes entre a terceira e sexta colocação disputarão confrontos eliminatórios em jogos de ida e volta.
Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina e ex-presidente do Bahia, destacou o caráter inédito das mudanças. “A Série B sai daqui absolutamente renovada. Estamos avançando ao condicionar o financiamento histórico da logística ao cumprimento das primeiras regras de responsabilidade fiscal”, declarou.
A CBF também promete debater outros temas polêmicos, incluindo o uso de gramado sintético e a possível redução do número de estrangeiros por partida, atualmente limitado a nove. A proposta de diminuição surge pela percepção de que o excesso de jogadores estrangeiros prejudica a formação de jovens atletas no futebol brasileiro.