Divulgação/Governo de São Paulo

Moradores de prédios que serão demolidos para dar lugar à nova sede do governo de São Paulo vivem uma rotina de incertezas. Após meses de negociações iniciadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), os contatos foram interrompidos em setembro e as famílias ficaram sem respostas.

A situação se agravou com uma declaração do presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, em reunião realizada em maio de 2025 com moradores do edifício Princesa, no centro da capital. Em áudio obtido pelo Metrópoles, ele afirmou que, assim que a maioria dos apartamentos fosse desocupada, começaria a demolição interna das unidades ainda habitadas. “Vamos destruir os apartamentos por dentro. Eu não posso gerar risco de ter invasão”, disse.

Após os técnicos da CDHU avaliarem os imóveis e levantarem o interesse dos moradores, o silêncio tomou conta das tratativas.

Agora, o governo Tarcísio mudou a estratégia: as desapropriações passarão a ser conduzidas integralmente pela concessionária privada vencedora do leilão, sem possibilidade de permuta — apenas indenização em dinheiro. Segundo o diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, Edgard Benozatti, a mudança visa “proteger o cronograma” da obra.

O projeto prevê a desapropriação de 312 imóveis e o deslocamento de mais de 700 famílias para viabilizar a transferência de pelo menos 25 mil servidores ao centro da capital — promessa de campanha do governador.

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