ONU
Alex Ferro/COP30

A Cúpula dos Povos encerrou sua programação em Belém neste domingo (16) com a apresentação de uma carta destinada à Organização das Nações Unidas (ONU). O documento reúne reivindicações elaboradas por movimentos sociais, organizações indígenas, coletivos ambientais e representantes de comunidades tradicionais que participaram dos debates ao longo da semana paralela à COP30.

A carta pede que as decisões globais sobre clima incluam mecanismos de participação direta de povos indígenas, quilombolas e populações que vivem em territórios vulneráveis. O texto defende que políticas de mitigação e adaptação considerem demandas específicas dessas comunidades, especialmente em temas como proteção territorial, acesso à terra e financiamento de ações locais de conservação.

Propostas para a COP30

Entre as propostas estão a ampliação de áreas protegidas, fortalecimento da demarcação de terras indígenas, garantia de consulta e participação social nas metas climáticas e criação de instrumentos que destinem recursos diretamente às iniciativas comunitárias. As organizações também ressaltam o papel desses grupos na preservação de florestas e ecossistemas.

A carta foi entregue a representantes da ONU em cerimônia realizada no espaço da Cúpula dos Povos. Durante o evento, foram promovidas oficinas, plenárias e debates sobre transição energética, justiça climática, soberania alimentar, economias locais e direitos humanos.

A Cúpula dos Povos ocorre tradicionalmente paralelamente às conferências climáticas e reúne movimentos que constroem uma agenda independente das negociações oficiais. Em Belém, as atividades envolveram participantes de diferentes regiões do Brasil e de outros países da América Latina, África e Ásia.

Com o encerramento, os organizadores afirmaram que continuarão acompanhando as discussões da COP30 e defendendo que as recomendações apresentadas na carta integrem as deliberações oficiais da conferência.

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