Reprodução/MDB

O ator Dado Dolabella, 45, se filiou ao MDB do Rio de Janeiro na terça-feira (3) e anunciou pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano. Na cerimônia realizada na sede regional do partido, Dolabella afirmou que pretende transformar sua “experiência de vida” em plataforma política, com foco na “defesa da família” e no combate ao que classificou como “falsas acusações de violência doméstica contra homens”.

A filiação foi celebrada pelo presidente do MDB fluminense e ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, que chamou Dolabella de “pai de família” e afirmou que o ator “vai arrebentar a boca do balão”. Em publicação nas redes sociais, Reis disse que o nome do ator chega ao partido “com disposição, coragem e compromisso com valores que fazem a diferença na vida das pessoas”.

A entrada de Dolabella na política, no entanto, ocorre sobre um histórico extenso e documentado de denúncias de violência contra mulheres. Em 2008, o ator agrediu a atriz Luana Piovani, episódio que resultou em condenação judicial e que o próprio Dolabella admitiu publicamente. Em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, ele foi direto: “Agredi, agredi. Eu reconheço. Fui covarde porque a mulher com o homem a força é completamente desproporcional.” Outros casos envolveram a produtora Viviane Sarahyba e uma ex-namorada que também é sua prima, resultando em nova condenação em 2025.

Mais recentemente, em outubro do ano passado, a modelo Marcela Tomaszewski, 28, o acusou de agressões físicas e verbais, divulgou imagens de ferimentos e deixou o país em busca de proteção legal. Dolabella negou a acusação, afirmando que a discussão teria sido motivada pela quantidade de sal na comida.

A pré-candidatura ainda depende de homologação nas convenções partidárias.

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