
Uma pesquisa do Datafolha, divulgada no último domingo (28), indica que o Partido dos Trabalhadores (PT) segue como o partido preferido dos brasileiros, com 24% das menções espontâneas. O Partido Liberal (PL) aparece em segundo lugar, com 12%, mantendo uma diferença de 12 pontos percentuais em relação à legenda petista.
O levantamento aponta estabilidade na preferência partidária e confirma a permanência de um cenário polarizado. O PT continua sendo a única sigla a concentrar, de forma consistente, cerca de um quarto do eleitorado, enquanto o PL se consolida como principal força de oposição, ainda fortemente associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
PT, PL e o resultado das demais siglas
Na comparação com outros partidos, a distância se amplia. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) aparece com 4%, percentual que o mantém como terceira força nesse indicador, mas ainda muito distante dos dois primeiros colocados. Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) somam 2% cada, enquanto as demais legendas não ultrapassam 1% das citações.
Os dados reforçam que, apesar da fragmentação partidária no Congresso Nacional, a identificação do eleitorado segue concentrada em poucas siglas. Enquanto o PT mantém uma base histórica de apoio, construída ao longo de décadas, o PL ocupa o espaço deixado pela direita tradicional, superando partidos que já tiveram protagonismo nacional, como o PSDB.
Outro dado relevante é o contingente de eleitores que afirmam não ter preferência por nenhum partido. Esse grupo representa 45% dos entrevistados, percentual superior à soma de todas as siglas, exceto o PT. O número indica um distanciamento persistente entre a população e o sistema partidário, mesmo em um ambiente de debate político intenso.
Analistas avaliam que a preferência partidária continua fortemente vinculada a lideranças nacionais, mais do que a programas partidários ou atuação institucional. No caso do PT, a associação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue sendo fator central. Já o desempenho do PL reflete a migração e a fidelização do eleitorado bolsonarista após as eleições de 2022.
O levantamento também evidencia as dificuldades enfrentadas por partidos de centro e centro-direita para reconstruir identidade nacional e ampliar identificação popular. Mesmo com presença relevante no Legislativo, essas siglas seguem com baixa penetração na preferência espontânea do eleitorado.
A pesquisa foi realizada em âmbito nacional, com entrevistas presenciais, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.