
Nesta segunda-feira (15), Scarlet Seixas, filha de Raul Seixas, se pronunciou nas redes sociais após a repercussão de debates sobre a herança do cantor e a participação de Ângela “Kika” Seixas, ex-companheira do artista, na administração de seu legado. As discussões ganharam força no contexto das homenagens pelos 80 anos de nascimento de Raul Seixas, marco que tem ampliado a visibilidade de sua obra por meio de projetos culturais, publicações e eventos.
A controvérsia surgiu a partir de questionamentos de internautas sobre quem são os herdeiros legais do cantor e como são distribuídos os rendimentos gerados por sua obra. Parte dos comentários atribuía à viúva participação direta na herança, o que levou Scarlet a se manifestar publicamente.
Segundo ela, o inventário registrado em 1991 aponta apenas as três filhas — Scarlet, Vivian Seixas e Simone — como herdeiras legais. Scarlet afirmou que Kika não consta como herdeira no documento, embora tenha atuado como inventariante, função administrativa que não confere direito ao espólio.
A filha do cantor também explicou que os valores recebidos por Kika estão relacionados exclusivamente a músicas nas quais ela aparece como coautora. De acordo com Scarlet, esses pagamentos se referem a direitos autorais previstos em contratos específicos, e não à herança do artista. “Direito autoral não é herança. São coisas diferentes”, disse.
Diante das críticas recebidas, Scarlet afirmou que não teve a intenção de atacar ou diminuir ninguém. “Não diminuo ninguém. Apenas esclareço fatos e apresento documentos”, declarou. Segundo ela, o objetivo é evitar a circulação de informações imprecisas sobre a administração do legado de Raul Seixas em um momento de maior exposição de sua obra.
A família afirma que a gestão do espólio busca preservar a memória e a produção artística do cantor, garantindo transparência sobre os direitos envolvidos em meio às celebrações pelos 80 anos de seu nascimento.