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Anna Quelhas/Shutterstock

Entre operações secretas, disputas por petróleo e jogos diplomáticos, o cinema já contou muitas histórias sobre a atuação dos Estados Unidos (EUA) no mundo. Em diferentes momentos da história recente, filmes e séries transformaram conflitos reais, intervenções externas e bastidores do poder em narrativa.

Reunimos produções disponíveis no streaming que ajudam a contextualizar esse cenário sob vários ângulos — da ação militar ao jogo político. Confira a lista:

Argo (2012) — HBO Max

Direção: Ben Affleck

Dirigido e estrelado por Ben Affleck, com Bryan Cranston e Alan Arkin, o filme reconstitui uma operação real da CIA durante a Revolução Iraniana, quando diplomatas americanos foram retirados de Teerã sob o disfarce de uma produção cinematográfica fictícia.

Vencedor do Oscar de Melhor Filme, “Argo” se tornou um dos exemplos mais conhecidos de como diplomacia, espionagem e propaganda cultural podem caminhar juntas na política externa dos EUA.

Guerra ao Terror (2010) — Prime Video

Direção: Kathryn Bigelow

Com direção de Kathryn Bigelow e atuação de Jeremy Renner, o longa acompanha uma equipe especializada em desarmar bombas durante a ocupação do Iraque. O foco está menos na estratégia militar e mais no impacto psicológico da guerra contínua.

O filme venceu seis Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção, e é frequentemente citado como um retrato cru da presença militar americana no Oriente Médio.

A Hora Mais Escura (2012)— Sony One

Direção: Kathryn Bigelow

Também dirigido por Kathryn Bigelow e protagonizado por Jessica Chastain, o filme narra a caçada a Osama bin Laden, do atentado de 11 de Setembro até a operação que resultou em sua morte.

A produção gerou debates sobre os métodos usados pela inteligência americana, especialmente o uso de interrogatórios coercitivos, e é central para entender a lógica do combate ao terrorismo adotada pelos EUA.

Zona Verde (2010) — Prime Video

Direção: Paul Greengrass

Dirigido por Paul Greengrass e estrelado por Matt Damon, o filme se passa no Iraque após a invasão de 2003 e questiona a principal justificativa da guerra: a existência de armas de destruição em massa.

A obra dialoga diretamente com o papel da desinformação e das decisões políticas que sustentaram a intervenção militar americana.

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (2016)— Netflix

Direção: Michael Bay

Sob direção de Michael Bay, com John Krasinski no elenco, o filme recria o ataque ao complexo diplomático dos EUA na Líbia em 2012.

Mais do que ação, o longa revela o vácuo institucional e a dependência de forças de segurança privadas após intervenções apoiadas por Washington

Jack Ryan (2ª temporada – 2019) — Prime Video

Inspirada nos livros de Tom Clancy, a segunda temporada da série se passa majoritariamente na Venezuela, envolvendo eleições contestadas, petróleo e uma operação militar conduzida pelos EUA.

A trama ganhou nova relevância diante de episódios recentes do noticiário internacional, mostrando como a ficção antecipou dilemas geopolíticos reais.

O Invasor Americano (2015) — aluguel digital na Apple TV

Direção: Michael Moore

Dirigido por Michael Moore, o documentário adota tom crítico e irônico para discutir a presença política, econômica e militar dos EUA em outros países.

É um contraponto direto ao discurso oficial sobre intervenções externas e ajuda a contextualizar o impacto dessas ações em sociedades locais.

Jogos do Poder (2007) — HBO Max e Prime Video

Direção: Mike Nichols

Dirigido por Mike Nichols e estrelado por Tom Hanks e Julia Roberts, o filme é baseado em fatos reais e retrata o envolvimento dos EUA no Afeganistão durante a Guerra Fria.

A obra expõe o entrelaçamento entre Congresso, CIA e indústria armamentista, sendo uma das representações mais didáticas do jogo político por trás das guerras.

Syriana (2006) — HBO Max

Direção: Stephen Gaghan

Dirigido por Stephen Gaghan, com George Clooney e Matt Damon, o filme conecta histórias que envolvem petróleo, diplomacia e interesses corporativos no Oriente Médio.

Clooney venceu o Oscar de Ator Coadjuvante, e o longa se consolidou como uma das análises mais sofisticadas sobre o papel da energia na política externa dos EUA.

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