
Dois integrantes da Guarda Nacional dos Estados Unidos foram baleados na tarde desta quarta-feira (25) em uma área próxima à Casa Branca, em Washington. O ataque ocorreu a poucos quarteirões do complexo presidencial e levou o Serviço Secreto a determinar lockdown imediato e bloqueio de acessos ao entorno. Um suspeito foi detido no local após também ser atingido.
A imprensa americana, incluindo ABC News, CNN, The Washington Post e The Guardian, relata que os militares foram socorridos em estado grave. O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, chegou a anunciar que ambos haviam morrido, mas recuou posteriormente afirmando ter recebido informações conflitantes. Até o início da noite, não havia confirmação oficial sobre o estado de saúde das vítimas.
Lockdown e alerta elevado de segurança
O ataque desencadeou alerta vermelho no complexo da Casa Branca, indicando risco potencial à vida. O nível foi rebaixado para alerta laranja após a estabilização inicial da área, mas o acesso permaneceu restrito durante grande parte da tarde. Durante o lockdown, ninguém pôde entrar ou sair da Casa Branca sem autorização expressa do Serviço Secreto. Ruas próximas foram isoladas e agentes federais realizaram varreduras adicionais.
A Agência Federal de Aviação suspendeu temporariamente as decolagens no Aeroporto Nacional Ronald Reagan por motivos de segurança. Os voos foram retomados após o controle inicial da ocorrência.
Investigação e possíveis linhas de apuração
O FBI, o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna acompanham a investigação. Veículos como Politico e NBC News reportam que as equipes analisam, entre outras possibilidades, a movimentação do suspeito antes do ataque. Há relatos preliminares de que ele teria passado pela área onde fica a embaixada de Israel, hipótese ainda não confirmada e tratada com cautela pelas autoridades.
As motivações do ataque não foram divulgadas e o nome do suspeito permanece sob sigilo. Ele permanece sob custódia policial e segue hospitalizado.
Reação da Casa Branca
O presidente Donald Trump não estava em Washington no momento do ataque. Ele havia viajado para a Flórida na noite anterior por causa do feriado de Ação de Graças. Em mensagem publicada nas redes sociais, afirmou que os militares baleados estavam em estado grave e declarou que o suspeito “pagará um preço muito alto”.
A secretária do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, informou que a investigação envolve múltiplas agências e que ainda não há dados consolidados sobre motivação, vínculo ou circunstâncias que levaram ao tiroteio.
Autoridades federais mantêm o perímetro parcialmente isolado enquanto consolidam informações sobre o ataque, o estado das vítimas e o perfil do suspeito. Os dados divulgados até agora são iniciais e deverão ser atualizados pelas equipes federais responsáveis pela apuração.