
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou publicamente que o vice-presidente Geraldo Alckmin será mantido na chapa para a disputa à reeleição em 2026. A declaração foi feita durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (31), marcada como um encontro de despedida antes do processo de descompatibilização de integrantes do governo.
Na ocasião, Lula também anunciou que ao menos 17 ministros devem deixar seus cargos nos próximos dias para se habilitarem a disputar as eleições. Segundo o presidente, 14 já confirmaram a saída, enquanto outros quatro ainda devem formalizar a decisão. A movimentação integra o calendário político-eleitoral e abre espaço para uma reconfiguração na Esplanada dos Ministérios.
“Ele vai ter que deixar porque é candidato a vice-presidente da República outra vez, e vai sair do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços”, afirmou Lula, referindo-se a Alckmin, que atualmente acumula a vice-presidência com o comando da pasta.
A permanência de Alckmin na chapa chegou a ser colocada em dúvida nos bastidores do Planalto. Considerado um dos principais nomes políticos de São Paulo, estado que governou por quatro mandatos, ele foi sondado para disputar cargos como o Senado ou o governo estadual. A eventual mudança abriria espaço para acomodar aliados do chamado centrão na composição da chapa presidencial.
Apesar das especulações, Alckmin resistiu às investidas e reafirmou, tanto em conversas reservadas quanto publicamente, que não tinha interesse em disputar outro cargo. A posição contribuiu para consolidar sua permanência como vice na tentativa de reeleição.
No campo partidário, as alternativas também se mostraram limitadas. O PSD, que ocupa três ministérios no governo, decidiu lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato à Presidência. Já o MDB, embora também com presença na Esplanada, mantém divisões internas e parte significativa de seus diretórios em posição de oposição ao governo federal.
A saída de ministros e a confirmação da chapa sinalizam o início de uma nova etapa política, com o governo ajustando sua estrutura para o ciclo eleitoral que se aproxima.