Roberta Aline / MDS

Beneficiários de programas sociais inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) estão se tornando a nova força do empreendedorismo brasileiro. Um levantamento inédito realizado pelo Sebrae em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostra que 55% (2,5 milhões) dos Microempreendedores Individuais (MEIs) registrados no CadÚnico decidiram abrir o próprio negócio após a inscrição na plataforma.

Os dados foram apresentados na terça-feira (21) pelo ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima. O ministro Wellington Dias destacou que o estudo “desmente a questão sobre abrir um CNPJ e perder o Bolsa Família”, referindo-se à Regra de Proteção do programa, que garante uma transição segura para as famílias que aumentam sua renda.

“A atuação integrada fortalece a identificação de um público importante. Enquanto o MDS acompanha as famílias em vulnerabilidade, o Sebrae oferece apoio técnico e estratégico”, afirmou o presidente do Sebrae, Décio Lima, ressaltando o papel da parceria na transformação de oportunidades em resultados sustentáveis.

O setor de Serviços concentra a maior parte desses empreendedores (53,1%), seguido por Comércio (26,5%) e Indústria (10,1%). O levantamento também indica que 41,7% dos MEIs do CadÚnico recebem recursos do Programa Bolsa Família. Regionalmente, Amazonas (56,3%), Acre (54,8%) e Piauí (54,6%) são os estados com maior proporção de MEIs entre as famílias inscritas no Cadastro Único.

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