
A possível fusão entre a britânica AstraZeneca e a americana Bristol Myers Squibb (BMS) movimentou o mercado farmacêutico e financeiro nesta segunda-feira (3). Segundo o Financial Times, as duas gigantes mantêm conversas há meses sobre um acordo que poderia criar uma empresa avaliada em quase US$ 400 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões), uma das maiores do setor.
A repercussão foi imediata: as ações da AstraZeneca caíram quase 7% após a abertura da Bolsa de Londres, refletindo a cautela dos investidores diante da incerteza das negociações. Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que o acordo pode ser fechado em breve, mas não descartam adiamentos ou até mesmo o fracasso das tratativas.
A AstraZeneca, avaliada em US$ 264 bilhões, divulgou na semana passada lucro líquido de US$ 2,5 bilhões no segundo trimestre, impulsionado por vendas de tratamentos contra o câncer. A empresa reforça sua estratégia de expansão nos Estados Unidos, onde espera concentrar metade de suas receitas até 2030.
Já a BMS, com valor de mercado de US$ 133 bilhões, registrou lucro de US$ 3,3 bilhões no mesmo período, dobrando o resultado anterior graças ao desempenho de medicamentos voltados para câncer, anemia e doenças cardiovasculares.
A possível fusão promete redesenhar o mapa global da indústria farmacêutica, mas ainda depende de avanços concretos nas negociações.