Imagem atual: Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Após as manifestações que ocorreram no último domingo (21) em todo o país contra as propostas do PL da Anistia e da PEC da Blindagem, Hugo Motta (Republicanos) afirmou que o parlamento deve “deixar para trás as pautas tóxicas que apenas alimentam a polarização”. Em concordância com a declaração, Motta confirmou a intenção de mobilizar no Plenário a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil mensais, dizendo que a medida “traz justiça tributária real e vai beneficiar milhões de brasileiros”.

A postura do Presidente da Câmara de apoiar temas que provocam convergência de ideias e que sensibilizam a população veio após reações contrárias à aprovação da PEC da Blindagem. Após pressão dos manifestantes e de usuários de redes sociais, diversos parlamentares têm feito vídeos se retratando sobre os votos favoráveis à PEC.

Em entrevista à CNN, Alessandro Vieira (MDB), relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, afirmou que  “existem dois tipos de parlamentares que votam favoravelmente a esse tipo de proposta: aqueles que querem defender bandido e aqueles que não sabem o que estão votando”.  Segundo Vieira, 51 senadores já se manifestaram publicamente contra a proposta.

Na noite da segunda-feira (22), Motta realizou outra movimentação ao indeferir a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL) como líder da Minoria, abrindo espaço para que o deputado tenha seu mandato cassado por excesso de faltas. O parlamentar está nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro, com a intenção de articular a aplicação de punições contra autoridades brasileiras.

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