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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o fim da guerra no Oriente Médio depende do cumprimento de três condições impostas por Teerã. A declaração, feita na noite de quarta-feira (12), marca a primeira vez que uma autoridade iraniana menciona publicamente a possibilidade de encerrar o atual conflito com Israel e os EUA.

Entre as exigências apresentadas por Pezeshkian estão o reconhecimento dos “direitos legítimos” do Irã, o pagamento de reparações pelos danos causados por ataques militares e a criação de garantias internacionais que impeçam novas ofensivas contra o país. Segundo o presidente iraniano, essas medidas representam “o único caminho” para a interrupção das hostilidades.

A mensagem foi divulgada nas redes sociais do chefe de Estado em meio à intensificação dos confrontos na região. No comunicado, Pezeshkian afirmou ter discutido a situação com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e com autoridades do Paquistão, reiterando o compromisso de Teerã com a paz regional. Ao mesmo tempo, responsabilizou os adversários pela escalada militar.

“O único caminho para encerrar esta guerra, instigada pelo regime sionista e pelos EUA, é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer garantias firmes contra futuras agressões”, declarou.

O atual conflito começou após ataques aéreos conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano no fim de fevereiro. As ofensivas resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de integrantes da cúpula militar do país, desencadeando uma série de retaliações por parte de Teerã.

Desde então, o Irã tem lançado ataques contra bases americanas e posições israelenses, além de intensificar ameaças a embarcações ligadas aos dois países no Golfo Pérsico — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Enquanto Teerã promete novas retaliações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que o conflito estaria “praticamente encerrado”. Já Israel afirmou que suas operações militares continuarão “enquanto for necessário” para alcançar os objetivos estratégicos definidos pelo governo.

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