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O exército de Israel intensificou suas operações militares nesta terça-feira (3), avançando sobre posições no sul do Líbano enquanto sua Força Aérea atacava o chamado “complexo de liderança” do regime iraniano em Teerã. Os movimentos marcam uma nova e perigosa escalada no conflito que já se alastra por todo o Oriente Médio.

No front libanês, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou que autorizou o avanço de tropas para “assumir o controle de posições adicionais no Líbano”, com o objetivo declarado de impedir disparos contra comunidades israelenses na região de fronteira. Testemunhas relataram que o exército libanês se retirou de pelo menos sete posições avançadas, e o próprio governo do Líbano confirmou a retirada de suas forças do sul do país.

A retomada das hostilidades com o Hezbollah ocorre após o grupo libanês ter quebrado o cessar-fogo firmado em outubro de 2024, disparando mísseis contra o norte de Israel no último domingo. Em resposta, Israel passou a realizar bombardeios sistemáticos contra o sul do Líbano e a capital Beirute, atingindo depósitos de armas, centros de comando e infraestrutura de comunicações da organização, incluindo os estúdios do canal Al-Manar. Para reforçar a ofensiva, Israel convocou cerca de 100 mil reservistas desde sábado, parte dos quais já foi deslocada para a fronteira norte.

No front iraniano, aproximadamente 100 caças israelenses lançaram mais de 250 bombas sobre o complexo de governo em Teerã, atingindo o gabinete presidencial e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional — descrito pelo Exército israelense como o “quartel-general mais importante e central do regime”. Segundo Israel, o local era utilizado para reuniões de cúpula sobre o programa nuclear iraniano e para o planejamento de ações contra o Estado israelense.

O conflito com o Irã teve início no último sábado (28), quando EUA e Israel lançaram ataques conjuntos que mataram o líder supremo Ali Khamenei e dezenas de autoridades militares e governamentais iranianas. O Crescente Vermelho do Irã contabilizou quase 800 mortos desde então. Em retaliação, o Irã tem disparado mísseis contra Israel e bases militares norte-americanas na região diariamente.

Os EUA já registram seis militares mortos no conflito. O presidente Donald Trump prometeu vingança e advertiu que mais baixas virão antes do fim da guerra.

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