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A violência contra mulheres seguiu em alta no Rio de Janeiro ao longo de 2025. Dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) divulgados esta semana mostram que 71.762 novos casos foram registrados no estado apenas neste ano, envolvendo diferentes formas de agressão, como violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial.

De acordo com o levantamento, os números foram consolidados a partir de registros de ocorrência feitos nas delegacias fluminenses entre janeiro e dezembro e divulgados pela Agência Brasil. As estatísticas colocam a violência de gênero entre os principais desafios da segurança pública no estado.

Dados da violência

De forma mais detalhada, os registros de lesão corporal dolosa contra mulheres somaram mais de 33 mil casos em 2025. Já os crimes de ameaça ultrapassaram 25 mil ocorrências, mantendo-se como uma das práticas mais frequentes nos boletins de ocorrência. O ISP também contabilizou mais de 5 mil registros de estupro, com predominância de vítimas do sexo feminino.

Os dados indicam que a maioria das agressões ocorre no ambiente doméstico ou envolve parceiros e ex-parceiros das vítimas, padrão que se mantém em relação aos anos anteriores. Especialistas apontam que esse perfil reforça a persistência da violência doméstica como principal eixo do problema.

A divulgação dos números ocorre em um momento de maior visibilidade política do tema. Em 2025, o enfrentamento à violência contra mulheres ganhou centralidade no debate nacional, após casos emblemáticos serem noticiados, com cobranças ao poder público por respostas institucionais mais efetivas, tanto na prevenção quanto na responsabilização dos agressores.

No Rio de Janeiro, os dados ampliam a pressão sobre o governo estadual e os municípios por políticas de proteção, ampliação da rede de acolhimento e fortalecimento de serviços especializados, como delegacias de atendimento à mulher e casas de abrigo.

O ISP destaca que os números oficiais ainda não refletem a totalidade do problema. A subnotificação segue elevada, especialmente em casos de violência doméstica e sexual, o que indica que o volume real de agressões tende a ser maior do que o registrado.

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