
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi alvo de protestos na manhã desta sexta-feira (26/9) durante o seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Diversas delegações deixaram o plenário logo no início da fala do líder, incluindo o Brasil.
O momento gerou constrangimento para o Estado de Israel, que enfrenta cada vez mais isolamento. Um dia antes, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, criticou as violações de direitos humanos internacionais em Gaza, acusando Israel de crimes contra a humanidade. Segundo Mahmoud, “as ações do Hamas não representam os palestinos”. Das 193 delegações da ONU, mais de 140 já reconheceram o Estado Palestino como uma nação independente.
Protestos pró-Palestina estavam marcados para ocorrer em frente à Sede da ONU, localizada na cidade de Nova York, simultaneamente ao discurso de Netanyahu. Movimentos e organizações sociais classificam a situação em Gaza como uma tentativa de extermínio do povo palestino.
Em movimento destoante ao protesto internacional, a delegação norte-americana aplaudiu de pé o primeiro-ministro, recebendo reconhecimento por parte do israelense, que agradeceu o apoio dos representantes afirmando que Trump já sofreu tentativas de assassinatos e que ambos têm “inimigos em comum”.
Durante o discurso, Benjamin Netanyahu declarou que Israel visa “finalizar o serviço o mais rápido possível” em Gaza e que já “destruiu a maior parte da máquina terrorista”.