Pessoa segurando uma garrafa de bebida alcoolica dentro de supermercado.
Foto: Shutterstock

Em meio a investigações sobre o uso de metanol para a adulteração de bebidas alcoólicas, um advogado de 45 anos foi a terceira vítima confirmada em São Paulo. Após repercussão dos casos, comerciantes de bares, adegas e restaurantes já sentem no bolso as consequências do medo de contaminação.

Marcelo Lombardi era dono de uma imobiliária familiar na região do Sacomã. Após relatar perda de visão, teve parada cardiorrespiratória e falência múltipla de órgãos.

Segundo Fernanda Lombardi, irmã da vítima, “ele acordou e estava sem a visão, vendo só um clarão. Foi levado para o hospital, só que o quadro foi se agravando gradativamente”. No atestado de óbito, a causa da morte apontada foi intoxicação por metanol.

Em outro caso de intoxicação de quatro amigos, dois foram hospitalizados e um está em coma há 30 dias, respirando através de ventilador. De acordo com a equipe médica, o quadro do jovem é irreversível.

A adega em que as bebidas foram compradas está localizada no bairro Cidade Dutra, na zona sul da capital paulista. O responsável pelo comércio declarou ter sido ouvido pela Polícia Civil e diz esperar pelo laudo dos órgãos competentes, que “já se encontram fazendo o necessário para entender de fato o que aconteceu”.

Temendo ser a nova vítima, consumidores têm evitado a ingestão de bebidas alcoólicas, provocando queda nas vendas de drinks e destilados. A diminuição do consumo afeta o setor de comércio de bebidas, condicionando comerciantes a incerteza sobre até onde vai o prejuízo e sobre o rumo de suas finanças.

Veja também