
Morreu no domingo (2), aos 73 anos, o cantor e compositor Lô Borges, um dos nomes mais importantes da música brasileira e cofundador do lendário Clube da Esquina. A morte ocorreu às 20h50, em Belo Horizonte, em decorrência de falência múltipla de órgãos, segundo informações da assessoria do hospital onde estava internado.
O artista estava na UTI desde 17 de outubro devido a uma intoxicação por medicamentos, necessitando de ventilação mecânica. No dia 25 de outubro, passou por uma traqueostomia. A família confirmou o falecimento nesta segunda-feira (3).
Nascido Salomão Borges Filho no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, Lô era o sexto filho de uma família de 11 irmãos. Sua trajetória mudou aos 10 anos, quando conheceu Milton Nascimento nas escadas do Edifício Levy, no Centro da capital mineira.
Dois meses depois, também no Centro, conheceu Beto Guedes, então com a mesma idade. Esses encontros foram fundamentais para a formação do Clube da Esquina, movimento que revolucionou a música brasileira nos anos 1970.
O mineiro deixa um legado de sucessos atemporais como “Um girassol da cor do seu cabelo”, “O trem azul” e “Paisagem da Janela”. Após o sucesso inicial, viveu um período de reclusão em Arembepe, na Bahia, retornando em 1978 com o álbum “Via Láctea”, considerado por ele um de seus melhores trabalhos.
Na década de 1990, a parceria com Samuel Rosa na música “Dois Rios” trouxe o artista de volta aos holofotes. Desde 2019, mantinha a tradição de lançar um álbum inédito por ano. O último, “Céu de Giz”, em parceria com Zeca Baleiro, foi lançado em agosto de 2025, consolidando sua produção incansável até os últimos meses de vida.